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Bauru na laranja: Suéllen quer manter horários, mas deve reduzir capacidade

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Prefeita diz que cumprirá determinação com ‘algumas ressalvas’; decreto com novo regramento sairá neste fim de semana

Bauru e região regrediram para a fase laranja em nova reclassificação do Plano São Paulo, realizada pelo governo do Estado (leia mais nas páginas 13 e 15), nesta sexta-feira (15). Mais restritivo que a zona amarela, o novo enquadramento, contudo, deve ser cumprido com “algumas ressalvas”, segundo as próprias palavras da prefeita Suéllen Rosim (Patriota). Ela antecipou que tentará manter os horários atuais do comércio, mas estuda limitar mais a capacidade dos estabelecimentos. Os bares, que não podem atender presencialmente na laranja, também estão sendo estudados e pode haver flexibilização (leia mais abaixo). O decreto municipal com o novo regramento deve ser publicado neste final de semana e passa a valer a partir de segunda (18).

Atualmente, o comércio e os shoppings podem abrir ao público por até 12 horas diárias. Na fase laranja, o funcionamento teria que ser reduzido para oito horas. Já os restaurantes também passariam a atender oito horas diárias, ao invés de 10 horas, e com fechamento até as 20h, se a mudança seguisse à risca o Plano São Paulo.

Porém, na avaliação de Suéllen Rosim, manter o horário de funcionamento do comércio é mais prudente do que diminuir, neste momento. “Se você reduz o horário de atendimento, você pode trazer aglomerações, porque as pessoas correm para comprar antes, com receio de que tudo feche. Limitar a capacidade funciona muito mais. Impor e endurecer nem sempre dá resultados”, afirma a prefeita. “Até porque a pessoa que sai mais cedo do trabalho pode acabar se reunindo com amigos depois”, pondera.

A última vez que a cidade e os municípios vizinhos receberam essa classificação foi no pico da pandemia, em agosto do ano passado. Anteriormente, a fase laranja do plano estadual previa o fechamento de alguns estabelecimentos, como academias e bares. Posteriormente, houve adaptação do plano e, agora, todas as atividades, exceto os bares, podem abrir ao público na zona laranja, mas com a limitação de 40% da capacidade do estabelecimento.

EMBASAMENTO

Na tarde desta sexta (15), após o anúncio do Estado, Suéllen se reuniu com empresários de vários setores para discutir o assunto. Os segmentos elogiaram o fato de ela ter conversado antes da publicação do decreto. O Sincomércio, inclusive, emitiu nota destacando a postura.

Os encontros também foram acompanhados pelo vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Orlando Costa Dias, que, nesta semana, foi empossado como presidente do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 do município. O diretor da Vigilância Epidemiológica, Ezequiel Santos, também participou das discussões.

“Claro que, ao fazer diferente do proposto, você precisa ter argumentos para isso. Então, estamos em equipe procurando os argumentos necessários para embasar que Bauru tenha essa condição”, frisa a prefeita, ao ser questionada sobre uma possível atuação do Estado para tentar barrar a flexibilização maior na cidade.

INTERNAÇÕES EM UTIS

O indicador que puxou a região para regressão foi o aumento de internações em UTIs nos últimos dias, conforme o JC tem noticiado. Nesta sexta, o Hospital Estadual (HE) continuava com lotação acima de 80%, o que colocou a cidade na lista estadual dos municípios em alerta.

Suéllen promete que, independentemente do que constar de restrições no novo decreto, intensificará as fiscalizações nas ruas. “O objetivo é trazer orientação e conscientização, porque, senão, corremos o risco de o Estado nos mandar para a fase vermelha nos próximos dias”, pontua.

Mais 197 casos

A Prefeitura de Bauru, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, informou mais 197 casos de Covid-19 na noite desta sexta-feira (15).

Com isso, a cidade contabiliza 22.563 confirmações da doença desde o início da pandemia.

O informe não traz novas mortes pelo coronavírus, mantendo o total de vítimas fatais em 322. Há, contudo, dois óbitos suspeitos em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde.

320 pessoas ainda aguardam resultados de testes e 19.675 são consideradas curadas.

Prefeita estuda flexibilização a bares

O setor mais afetado pela regressão é o dos bares. Pelo Plano São Paulo, esses estabelecimentos não poderiam abrir para consumo no local na fase laranja. A prefeita Suéllen Rosim, contudo, diz que também analisa a situação e sinaliza que pode haver certa flexibilização.

“Já conversei com empresários e iremos ponderar. Alguns estudos dizem que nesses ambientes ocorre propagação da contaminação, mas, por outro lado, no bar, a pessoa está diante dos nossos olhos”, considera Suéllen.

Fonte: jcnet
por Marcele Tonelli