Luciano Hang e Wallace Sampaio
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Ato de Bauru visa inspirar mais locais

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Organizadores da manifestação pró-comércio, Luciano Hang e Walace Sampaio promoveram coletiva na manhã de ontem

A manifestação nasce em Bauru para inspirar outras cidades”. É assim que o proprietário da Havan, Luciano Hang, descreve o protesto em prol da reabertura do comércio e da criação de novos leitos, que se deu na tarde desta sexta-feira (12). O empresário participou do ato (leia mais na página ao lado), que também contou com a organização do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru e Região (Sincomércio). Antes, ele e o presidente da entidade, Walace Sampaio, falaram com a imprensa durante uma coletiva na sede do sindicato. Após a entrevista, ambos se dirigiram ao Calçadão da Batista de Carvalho, onde conversaram com os comerciantes.

Ainda de acordo com Hang, das 155 lojas da Havan espalhadas pelo País, somente as unidades de Bauru, São Carlos e Franca, todas do Estado de São Paulo, estão impedidas de receber o público. “Por que o governador não dá liberdade para os prefeitos escolherem o melhor para as suas cidades?”, questiona.

O empresário também defende a criação de novas vagas de enfermaria e UTI. “Na minha cidade (Brusque, Santa Catarina), dez leitos custam R$ 420 mil ao mês, um valor pequeno perto da enorme recompensa de garantir o funcionamento da economia”, argumenta.

Hang, que se diz a favor da vida e da economia, comparou Bauru a um cemitério da economia. “Uma empresa, quando morre, dificilmente, consegue ressuscitar, fazendo com que os empregos formais e informais desapareçam”, completa.

O proprietário da Havan reforça que comprou a briga dos pequenos empresários. “Eu poderia estar na praia, mas decidi defender os bares, os restaurantes, os músicos e até o circo, que não tem dinheiro sequer para sair da cidade”, frisa.

DEMISSÕES EM MASSA

Presidente do Sincomércio, Walace Sampaio revela que o empresariado local já começou a fazer demissões em massa. “No início da pandemia, as lojas ficaram 100 dias impedidas de atender ao público e, agora, houve uma nova restrição. Ninguém aguenta mais”, justifica.

Ainda segundo ele, o objetivo da entidade é fazer com que o Interior de São Paulo desperte. “Nós não somos negacionistas, porque defendemos as vacinas, os medicamentos e a criação de novos leitos”, pontua.

Tanto Sampaio quanto Hang enfatizaram que não pretendem tentar uma reunião com o governador João Doria para interceder pela mudança de fase da cidade no Plano São Paulo. “Não foi só a economia que saiu prejudicada, uma geração inteira de estudantes ficou quase um ano longe das escolas”, finaliza o presidente do Sincomércio.

Fonte: Jcnet
Por: Cinthia Milanez
Foto: Malavolta Jr. | Antes da manifestação, Luciano Hang e Wallace Sampaio participaram de uma coletiva de imprensa