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Polícia Militar alerta para excessos em aglomerações de jovens nas ruas

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Capitão Bruno Mandaliti: “Nosso pedido é para que o jovem controle a euforia”

Prudência

Comandante da 1ª Companhia da PM, o capitão Bruno Mandaliti alerta que os jovens podem responder por crime ou contravenção ao cometerem excessos durante
comemorações, tais como ações por dano, perturbação do sossego público, ameaça e
lesão corporal. Além disso, sob influência de álcool e com perda do senso crítico,
eles também acabam se expondo a riscos, inclusive de se tornarem vítimas de reações
violentas, ao abordarem ou impedirem a passagem de pessoas desconhecidas na rua.
“Nosso pedido é para que o jovem controle a euforia, tenha prudência na hora de comemorar, respeite a coletividade e ajude os amigos a fazerem o mesmo. Caso contrário, pode comprometer sua trajetória por situações que poderiam ter sido evitadas, colocar em risco a sua vida e de outras pessoas, responder a processo e até ser condenado judicialmente”, observa, pedindo para que casos abusivos sejam reportados à PM por meio do 190.

Duas motoristas, uma professora de 66 anos e uma administradora de 40 anos, relatam ter
sido vítimas de constrangimento e coação nesta semana por grupos de jovens que participavam de comemorações em Bauru, com bloqueio do tráfego de veículos. Em ambos os casos, as mulheres afirmam que as pessoas que as abordaram estavam alcoolizadas e impedindo a passagem de seus veículos.
A duas estavam a caminho de casa. Uma delas é cardiopata e a outra estava com o filho de nove anos, febril, que entrou em pânico no banco de trás do veículo.
Diante dos casos ocorridos em sequência, a Polícia Militar levantou o alerta sobre os riscos envolvidos neste tipo de abordagem e pediu cautela aos jovens.
Nesta semana, muitas festas e aglomerações em ruas de Bauru ocorrem em razão da volta às aulas e da recepção aos calouros aprovados em cursos universitários da cidade.
Porém, as pessoas que participam destas comemorações e cometem excessos devem estar cientes de que podem, inclusive, ser punidas criminalmente.
Na noite de segundafeira, uma professora de 66 anos foi impedida de trafegar por uma rua onde há um bar, na Vila Samaritana, que estava bloqueada por um grupo de jovens.
Ela conta que foi obrigada por cerca de 30 pessoas a sair do carro, foi molhada com cerveja e ainda teve o celular furtado.
“Eles tentaram me forçar a tomar cerveja, vodca.
Depois, um deles me ergueu no colo.
Chacoalharam meu carro. Estes jovens precisam se conscientizar de que é preciso respeitar o próximo como se fosse alguém da família deles, como eles gostariam que respeitassem a mãe deles. Estou muito magoada ainda”, lamenta a professora, que preferiu manter a identidade preservada.
‘DESESPERADA’
Ela conta que está prestes a realizar uma angioplastia (para desobstrução de uma
artéria do coração) e que poderia ter sofrido um infarto naquele dia. Ainda na segunda-feira, a mulher registrou boletim de ocorrência no Plantão Policial e conta que encontrou outra pessoa prestando queixa sobre perturbação de sossego no Jardim Panorama, também em razão de festas do tipo.
Já na noite de terça-feira, a administradora Lisiane Sato, 40 anos, ficou quase uma hora e meia parada em uma rua bloqueada por cerca de 400 pessoas, nas Chácaras Bauruenses, até conseguir negociar sua passagem para voltar para casa com o filho de nove anos, que estava com febre.
“Ele ficou apavorado, porque subiram no capô do carro, bateram com as mãos no carro, me agrediram verbalmente, soltaram rojões na nossa direção. Aquele era o único acesso para o meu condomínio e precisava passar por lá. Tinha música alta no local e eu gritava, desesperada, mas, mesmo assim, só consegui passar depois de mais de uma hora. Foi uma
situação absurda”, afirma.

BLOQUEIOS
Os jovens colocam em risco outras pessoas e também a si mesmos porque podem encontrar alguém que reaja com violência